[Ubuntu-BR] [Fwd: Re: o jogo está virando...]

Geilson Melo geilson em globo.com
Sexta Março 30 20:20:31 UTC 2007


O que me deixa preocupado com essas diversas distros é o seguinte:
Um usuário básico compra um computador que veio com o Linux instalado, 
um desses desenvolvidos pelo próprio fabricante, tipo a Itautec com o 
Librix, aí o cara começa a buscar soluções para o Librix, sendo que ele 
vai encontrar dificuldades, até ele ver que o Librix é baseado no 
Gentoo, que tem uma comunidade bem ativa e que me ajudou bastante quando 
eu precisei. Muitos usuário vão perder a paciência e partir pro software 
pirata, porque ele vai achar que o Linux é muito complicado. O que 
sabemos que não é verdade.
Conversei com algumas pessoas que compraram computadores da CCE que veio 
com o Insigne Linux, todas elas criticaram essa distro.
Então eu pergunto: Porque não usam uma distro original com facilidade de 
suporte?
Há quanto tempo o Ubuntu lidera o ranking no distrowatch.com?
Desde 2005!!! E mesmo assim nenhum desses fabricantes vende seus 
computadores com Ubuntu.
O Mandriva, o Kurumin são simples e eficientes como desktop, e com 
facilidade de se conseguir suporte.
A Novell faz um trabalho fantástico com o Suse numa distro que sempre 
foi muito boa.
Então porque não usá-las?

Geilson




José Geraldo Gouvêa escreveu:
> Geilson Melo escreveu:
>   
>> Sobre os laptops, a Itautec e Positivo estão vendendo máquinas com Linux 
>> e com um preço realmente melhor que as máquinas com Windows.
>> A Itautec desenvolveu em parceria com Universidade de Campinas um distro 
>> baseada no Gentoo, que ao menos pra mim não agradou muito. A idéia do 
>> Gentoo é bem interessante, o sistema de gerenciamento de pacotes dele o 
>> portage é bom, sendo que todo o pacote instalado precisa ser 
>> recompilado, em algumas vezes você tem que ter paciência.
>> O que eu gostaria de entender é porque essas empresas que montam micros 
>> não seguem as tendências de mercado, basta olhar o distrowatch.com, e 
>> ver quais são as distros mais usadas. E ao invés de inventar, basta 
>> instalar o original.
>>
>> Geilson
>>     
> Minha modesta opinião:
>
> Essas empresas se aproveitam do fato de que o Linux é livre e tentam
> implementar sua própria solução, sua própria marca. Não acho isso tão
> errado, desde que se mantenha a compatibilidade com a distribuição
> original e se respeite as licenças, afinal, há muito tempo os
> fabricantes de PCs costumam incluir versões do Windows contendo
> "branding", tipo papel de parede, homepage do fabricante, programas
> instalados, etc.
>
> O problema é que muitas vezes eles acabam querendo inventar "um outro
> formato de roda" e criam distribuições que não acrescentam nada e que
> muitas vezes nem contêm a marca da empresa de forma visível.  Pior
> ainda, às vezes essas empresas tentam, de alguma maneira, "fechar" o
> Linux, criando uma distribuição totalmente proprietária, como a infame
> "Free Software" tentou fazer com o seu "Freedows" e o "FreeOffice", mas
> baseada no código-fonte padrão.
>
> O "problema" é que o Linux surgiu da comunidade de usuários e as grandes
> distribuições são independentes. No futuro é possível que certos
> fabricantes desenvolvam suas distribuições corporativas, otimizadas para
> seu hardware -- isso, é claro, se o Linux no desktop "pegar" mesmo.
>
> O que vocês acham desse meu raciocínio?
>
> José Geraldo
>
>   






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